Domingo Zen: a dança

domingo, 9 de dezembro de 2018

Oi oi queridos!

Hoje vou iniciar uma categoria aqui do blog que carinhosamente nomeamos de Domingo Zen. A proposta é proporcionar uma reflexão e uma atividade prazerosa para aprimorar o processo de autoconhecimento. A pergunta chave que norteia essa categoria é:

- Você se conhece de verdade? Ou ainda é um grande mistério para si que age movido à emoções e vontades que sequer sabe de onde vêm?

Muito válida essa reflexão. Vivemos em meio a um boom de informações que nos bombardeiam para todos os lados. Às vezes pensamos que estamos cada dia mais longe de chegar a um patamar onde vamos nos sentir satisfeitos. É sempre algo que precisamos adquirir, sempre algo que precisamos melhorar, um lugar para ir, um determinado campo de conhecimento para devorar, enfim... Sempre mais e mais e mais. E o quanto tudo isso pode ser sufocante às vezes, não? Chegamos à ponto de dizer para nós mesmos: “Não tenho tempo de me cuidar, não tenho tempo para mim”, e isso pode ser uma grande verdade, porém somente se você acreditar nela.

Domingo Zen: a dança


Você pode ter uma agenda cheia, porém você e seu bem –estar também é um grande compromisso, sabia? Arrisco te dizer que o maior que você tem, e te digo mais, viver sem o autocuidado e o autoamor pode ser um processo que conseguimos levar por um tempo, mas um dia a gente, enquanto ser humano e ser espiritual, não aguenta mais. E quando tudo desaba o estrago é feio. Nem o melhor emprego do mundo te fará sentir vontade de trabalhar, a melhor família não será capaz de te consolar, sua saúde física e mental se deteriora, você se afasta do seu meio social, e aí começam as somatizações e o desencadeamento de diversas doenças físicas e psicológicas. Depressão, ansiedade, crises de pânico, angústia, compulsões e diversas outras. Os neurotransmissores no cérebro começam a entrar em pane e a desordem é total. A gente literalmente fica quebrado.

Dessa forma é de extrema importância que a gente se priorize em nossa vida. O mundo externo bem sucedido é apenas o reflexo de um trabalho interior bem feito, que somente você poderá fazer.
O que você tem feito para si? Para seu bem-estar? Para cultivar a sua paz? Sua resiliência? Para deixar de se comparar, ou pensar que você é inadequado e precisa “nascer de novo”? Pois bem, tenho uma proposta para você: nasça. Ou melhor, renasça. Dá tempo viu? Você não é velho. Você não está no lugar errado. Você não precisa de “coisas” para começar. Você está exatamente onde deveria estar. Então comece.

E se você já está nesse processo ÓTIMO! Você entendeu tudo.

E para os que iniciam e também para os que continuam hoje vamos lançar um pequeno desafio para você, que é sobre dança. Dançar, se levar, se sentir.

Desafio Domingo Zen: a dança


Segue abaixo:

Você vai colocar uma música super dançante que desperte muitos sentimentos bons em você, como plenitude, alegria, leveza, sensualidade, inteireza, ânimo, dentre outros. E simplesmente dance. Da forma como sabe, do jeito que der. No processo perceba como está sua respiração: foque nela. Perceba os seus batimentos cardíacos. Perceba como seu corpo reage (e como ele quer reagir e sair de toda inércia). Perceba como você é inteiro e bonito. Como seu ritmo é perfeito. Como seu corpo é perfeito (SIM, ELE É).

Você sabia que a dança é capaz de liberar hormônios, como a serotonina e a endorfina, que proporcionam sensação de felicidade, bom humor, dentre diversas outras sensações boas? Além de ser um ótimo estimulante no processo de autoconhecimento, pois é um momento onde você compreende limites e seu ritmo, você se sente com mais atenção, você conhece seu corpo e se vê em um momento de muita intimidade com você mesmo.

Dance. E se divirta no processo. Te garanto que vai valer super a pena.

Se você topar o desafio, comenta aqui embaixo o que sentiu. Se te fez bem. Você também pode me marcar no insta com a #domingozennadança.

Bora? 1...2...3... VALENDO!


Domingo Zen: a dança

Ei, que tal salvar essa imagem em seu Pinterest para visitar o post sempre que quiser? 💕💕

Beijos de luz

R.



A busca pela melhor versão

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Oi oi queridos!

Ultimamente estava olhando para mim e não conseguia me sentir realmente inteira, sabe? É como se tudo fosse apenas uma questão de sobrevivência. Uma questão de esperar que tudo fosse se ajeitar, que um dia eu fosse voltar a olhar para mim com um pouco mais de amor, mas é como se não tivesse sobrado nada além de frustração e um enorme vazio, maior do que eu era capaz de sentir. Meu rosto e minha expressão já não conseguiam esconder toda a insatisfação com o rumo em que as coisas estavam tomando. Doía profundamente saber que absolutamente toda mudança precisava partir de mim, e que nada mudaria se antes EU não mudasse. Porém toda vez que iniciava esse processo de metamorfose começava a dar voltas e voltas e me via em estado de desatino novamente, e esse é um processo que causa profundas feridas que desencadeiam mais dores.

Tinha várias lembranças de dias mais felizes em que eu me sentia parte de um TODO indissociável, onde o aqui e o agora era o que eu tinha de mais valioso. Onde havia brilho nos olhos e garra nas mãos. E sinceramente, isso me matava... Aonde é que foi parar essa garota? Foi quando eu tive uma grande sacada, que parece muito óbvia, mas que só conseguimos ter clareza quando nos abrimos para o que está dentro de nós. Foi aí que eu percebi que todas as minhas tentativas frustradas tinham algo em comum: eu estava tentando mudar de fora para dentro. Roupas novas, bens materiais, mudanças incontáveis de visual, novas atividades que não faziam o menor sentido para mim. E principalmente, meu grande erro foi culpar a tudo e a todos, menos a mim. E tudo isso trazia resultados muito efêmeros. O novo me trazia a sensação de que algo estava saindo do lugar, porém ainda que tudo à minha volta estivesse renovado, eu continuava sendo a mesma pessoa insatisfeita, e agora com muita culpa por me sentir muitas das vezes "ingrata" porque nada de novo que eu adquiria para mim me preenchia a longo prazo.

A busca em "coisas" me fez ir de encontro com a ruína. Dívidas, crises de pânico, ansiedade generalizada, TOC  e atitudes compulsivas onde já cheguei a raspar metade do cabelo em busca de me sentir outra mulher (o que não tem NADA de errado se feito por motivos conscientes e premeditados). E todo esse círculo vicioso de estar sempre com um vazio do tamanho do mundo no coração me fez ficar reclusa. Eu me afastei de tudo e de todos. E de mim, cada vez mais e mais. E eu fui deixando para viver sempre depois. Toda tristeza e estagnação foi resultado de um monte de dias que eu deixei para viver depois. E depois. E depois. É um cataclisma. Uma grande destruição que ocorreu em algum lugar da minha vida.

Eu me vi catando os caquinhos de mim dia após dia. Presa em uma rotina que odiava, rodeada de pessoas amáveis que mereciam todo o meu amor, mas eu não estava sendo uma versão capaz de amá-los como mereciam. Foi então que percebi que não era papo de boteco ou filosofia barata, eu precisava fazer algo por mim, e após tentar todos os recursos externos, eu precisava cuidar de mim por dentro. Me virar do avesso e tentar chegar ao que estava "quebrado". E era isso, apenas isso, o lado de dentro. Nenhuma bolsa nova, nenhum curso novo, nenhuma viagem, ou uma cabeça raspada poderia me curar das feridas abertas que estavam dentro. E eu precisava fazer isso sozinha. Fazer isso por mim. E acredite, começar já foi 50% do caminho.

Esse caminho que estou percorrendo não é um caminho fácil, as coisas não acontecem aqui em um passe de mágicas. Eu não estou bem o tempo todo e nem feliz todos os dias. Mas aaahhh se eu pudesse expressar aqui, agora, em palavras o quanto eu cresci, o quanto lidar com os problemas tem sido mais maduro, o quanto consigo encontrar paz em meio ao caos. O quanto tenho aprendido com os meus desconfortos. Se eu soubesse que era tudo uma questão de SER e não de TER, eu teria praticado o autoamor há muito mais tempo. Mas, está tudo bem também eu ter quebrado a cara, pois estamos aqui para evoluir e tudo isso está muito longe de ser um caminho linear. Isso me fez crescer. A dor também é necessária para a percepção da cura.

E foi então que surgiu o projeto do blog que agora é muito real. Eu queria compartilhar tudo de legal que aprendi e estou aprendendo, que me ajudou muito a ver a vida com outros olhos. Talvez o maior desafio que me propus em toda a minha vida. A partir deste estou colocando em cheque todo um estado de conforto que senti um dia onde sofrer se tornou cômodo, onde a indignação não fez morada e a resignação se tornou o comando. O processo de lapidação é doloroso. Confrontar-se é muito preciso e precioso nesse processo. E é essa a proposta desse blog, proporcionar insights que vão levantar muitos questionamentos, de uma forma leve, íntima e amigável. Quero falar aqui de desenvolvimento pessoal e tudo que envolve esse processo. Um novo relacionamento com o mundo, com o trabalho, consigo e com as pessoas ao seu redor. Pretendo cultuar aqui somente coisas boas, ideias legais e um monte de informações valiosas para contribuir em nosso processo, que pra ser sincera dura a vida toda, e está tudo bem, pois o propósito é sempre o aprimoramento e a busca por nossa melhor versão.

Dessa forma, sejam bem vindos à Cultura Zen. Um novo olhar sobre o mundo e sobre si é o que buscamos cultuar aqui!


A busca pela melhor versão
Às vezes o recomeço está rodeado de uma certa bagunça, e é aí que vamos aprendendo a colocar cada coisa em seu devido lugar.

O que tiver que vir, que venha para o bem!


Beijos de luz,

R.

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