A busca pela melhor versão

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Oi oi queridos!

Ultimamente estava olhando para mim e não conseguia me sentir realmente inteira, sabe? É como se tudo fosse apenas uma questão de sobrevivência. Uma questão de esperar que tudo fosse se ajeitar, que um dia eu fosse voltar a olhar para mim com um pouco mais de amor, mas é como se não tivesse sobrado nada além de frustração e um enorme vazio, maior do que eu era capaz de sentir. Meu rosto e minha expressão já não conseguiam esconder toda a insatisfação com o rumo em que as coisas estavam tomando. Doía profundamente saber que absolutamente toda mudança precisava partir de mim, e que nada mudaria se antes EU não mudasse. Porém toda vez que iniciava esse processo de metamorfose começava a dar voltas e voltas e me via em estado de desatino novamente, e esse é um processo que causa profundas feridas que desencadeiam mais dores.

Tinha várias lembranças de dias mais felizes em que eu me sentia parte de um TODO indissociável, onde o aqui e o agora era o que eu tinha de mais valioso. Onde havia brilho nos olhos e garra nas mãos. E sinceramente, isso me matava... Aonde é que foi parar essa garota? Foi quando eu tive uma grande sacada, que parece muito óbvia, mas que só conseguimos ter clareza quando nos abrimos para o que está dentro de nós. Foi aí que eu percebi que todas as minhas tentativas frustradas tinham algo em comum: eu estava tentando mudar de fora para dentro. Roupas novas, bens materiais, mudanças incontáveis de visual, novas atividades que não faziam o menor sentido para mim. E principalmente, meu grande erro foi culpar a tudo e a todos, menos a mim. E tudo isso trazia resultados muito efêmeros. O novo me trazia a sensação de que algo estava saindo do lugar, porém ainda que tudo à minha volta estivesse renovado, eu continuava sendo a mesma pessoa insatisfeita, e agora com muita culpa por me sentir muitas das vezes "ingrata" porque nada de novo que eu adquiria para mim me preenchia a longo prazo.

A busca em "coisas" me fez ir de encontro com a ruína. Dívidas, crises de pânico, ansiedade generalizada, TOC  e atitudes compulsivas onde já cheguei a raspar metade do cabelo em busca de me sentir outra mulher (o que não tem NADA de errado se feito por motivos conscientes e premeditados). E todo esse círculo vicioso de estar sempre com um vazio do tamanho do mundo no coração me fez ficar reclusa. Eu me afastei de tudo e de todos. E de mim, cada vez mais e mais. E eu fui deixando para viver sempre depois. Toda tristeza e estagnação foi resultado de um monte de dias que eu deixei para viver depois. E depois. E depois. É um cataclisma. Uma grande destruição que ocorreu em algum lugar da minha vida.

Eu me vi catando os caquinhos de mim dia após dia. Presa em uma rotina que odiava, rodeada de pessoas amáveis que mereciam todo o meu amor, mas eu não estava sendo uma versão capaz de amá-los como mereciam. Foi então que percebi que não era papo de boteco ou filosofia barata, eu precisava fazer algo por mim, e após tentar todos os recursos externos, eu precisava cuidar de mim por dentro. Me virar do avesso e tentar chegar ao que estava "quebrado". E era isso, apenas isso, o lado de dentro. Nenhuma bolsa nova, nenhum curso novo, nenhuma viagem, ou uma cabeça raspada poderia me curar das feridas abertas que estavam dentro. E eu precisava fazer isso sozinha. Fazer isso por mim. E acredite, começar já foi 50% do caminho.

Esse caminho que estou percorrendo não é um caminho fácil, as coisas não acontecem aqui em um passe de mágicas. Eu não estou bem o tempo todo e nem feliz todos os dias. Mas aaahhh se eu pudesse expressar aqui, agora, em palavras o quanto eu cresci, o quanto lidar com os problemas tem sido mais maduro, o quanto consigo encontrar paz em meio ao caos. O quanto tenho aprendido com os meus desconfortos. Se eu soubesse que era tudo uma questão de SER e não de TER, eu teria praticado o autoamor há muito mais tempo. Mas, está tudo bem também eu ter quebrado a cara, pois estamos aqui para evoluir e tudo isso está muito longe de ser um caminho linear. Isso me fez crescer. A dor também é necessária para a percepção da cura.

E foi então que surgiu o projeto do blog que agora é muito real. Eu queria compartilhar tudo de legal que aprendi e estou aprendendo, que me ajudou muito a ver a vida com outros olhos. Talvez o maior desafio que me propus em toda a minha vida. A partir deste estou colocando em cheque todo um estado de conforto que senti um dia onde sofrer se tornou cômodo, onde a indignação não fez morada e a resignação se tornou o comando. O processo de lapidação é doloroso. Confrontar-se é muito preciso e precioso nesse processo. E é essa a proposta desse blog, proporcionar insights que vão levantar muitos questionamentos, de uma forma leve, íntima e amigável. Quero falar aqui de desenvolvimento pessoal e tudo que envolve esse processo. Um novo relacionamento com o mundo, com o trabalho, consigo e com as pessoas ao seu redor. Pretendo cultuar aqui somente coisas boas, ideias legais e um monte de informações valiosas para contribuir em nosso processo, que pra ser sincera dura a vida toda, e está tudo bem, pois o propósito é sempre o aprimoramento e a busca por nossa melhor versão.

Dessa forma, sejam bem vindos à Cultura Zen. Um novo olhar sobre o mundo e sobre si é o que buscamos cultuar aqui!


A busca pela melhor versão
Às vezes o recomeço está rodeado de uma certa bagunça, e é aí que vamos aprendendo a colocar cada coisa em seu devido lugar.

O que tiver que vir, que venha para o bem!


Beijos de luz,

R.

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